Em dias que o Rap Nacional parece mais uma grande árvore, com vários galhos firmes. É necessário lembrar do caule e de suas raízes. Pensando nisso, Trouxe para vocês os “4 Discos: Essenciais para amantes do Rap Nacional”.

Seria muito ousado da minha parte apontar os “Melhores” ou os “Mais importantes” discos de rap nacional. Até porque entre 509-E, Trilha Sonora do Gueto, SNJ, RZO, Racionais, Gog, Facção Central, A286, N dee Naldinho, Potencial 3, Rapin Hood, Thaíde & Dj Hum, Inquérito, Sabotage e Mv Bill, existem outros tantos. Em algum momento ia dar ruim. Ficaria na dúvida entre “Evolução é uma coisa” e “Traficando Informação” ou entre “Se tu lutas, Tu conquistas” e “Us Fracu num tem veiz”… Seria injusto com todos… comigo, com o cantor ou grupo, com o rap e contigo também.

Pensando nisso, “4 Discos: Essenciais para amantes do Rap nacional” vem pra apontar 4 álbuns que você com certeza já ouviu ou precisa ouvir pra entender o rap brasileiro. Lembro a você que não é uma sequência, então não tem grau de relevância maior ou menor neste artigo. Então bora pros discos….

 

Hip-Hop Cultura de Rua – Thaíde & Dj Hum.

Não poderia começar de outra forma. A primeira coletânea de rap nacional, marca também o início da carreira da dupla de rap mais famosa do país. É imensurável a importância dessa coletânea e de Thaíde & Dj Hum para o movimento Hip-hop em geral. Na parte musical, o disco ainda hoje é tido como referência para muitos rappers país afora, então não preciso nem falar né?!

Sobrevivendo no Inferno – Racionais Mc’s

Racionais é foda! durante décadas foi (e ainda é) presença garantida nos estéreos dos puxadinhos na quebrada. Em 1997, os Racionais Mc’s lançaram “Sobrevivendo no Inferno”. Mesmo com uma gravadora independente, o disco teve 1 milhão e 500 mil cópias vendidas. É considerado hoje o 14º melhor disco do Brasil pela Revista Rolling Stones.

Estamos de Luto – Facção Central

Grupo que é conhecido pelo “rap violento”, mas na verdade nunca titubeou em relatar a realidade do povo brasileiro. É assim que vejo o Facção Central. É a voz dos revoltados da favela. É, foi e sempre será o grito dos que não são ouvidos. “Estamos de Luto” de 1999 é um grande exemplo do perfil do grupo. “A história de um traficante”, e “Brincando de Marionetes” ditam o ritmo do álbum do grupo.

Rap é compromisso – Sabotage

“Mas o Rap é compromisso [tiozão], não é viagem, se pá fica esquisito, aqui, Sabotage!”. Ah Maurinho, quantos Raps mais você poderia escrever? sua passagem meteórica pelo rap nacional deixou um disco, 10 hinos e uma legião de fãs. Até hoje, cada pequena citação de seu nome em shows, músicas e poemas arrepia e provoca euforia. Por essas e outras, “Rap é Compromisso” também é essencial pra você.

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