Equipe do site ETC fala sobre 4 Discos que impulsionam seus momentos criativos.

A reinvenção do 4 Discos vem ganhando forma graças a muitas colaborações, diversos amigos e amigas já passaram por aqui indicando discos que foram essenciais em diversos momentos da vida. Na semana passada foi a vez das meninas do Autonomia.

Elas não só indicaram 4 Discos que foram importantes para a criação do projeto, como praticamente fizeram uma análise a discografia do McFly. Hoje abrimos nosso site para a equipe do site ETC, eles falam sobre 4 discos que impulsionam seus momentos criativos.

Confira 4 Discos por ETC:

Bruna Santos: Cainã – “Morador do Mato” [2015]

O álbum do cantor Cainã foi um dos álbuns nacionais recentes que mais me chamou atenção nesse tempo como editora de um site de música. Conheci o músico por conta do concurso EDP Live Bands e nunca mais parei de escutar. O disco possui 15 faixas, entre elas o primeiro single deles que escutei, “Céu”.

Desprendida, a composição aborda um romance de uma forma simples e encantadora. E o clipe, gravado todo de forma independente – bem como todas as produções dele – conta toda uma história somente mostrando pés.

Outra música do álbum que se joga mais para o rock e o blues que eu considero uma das minhas favoritas, é: Na Coxa. Mas a primeira música que dá nome ao álbum, “Morador do mato” também é ótima para entender logo de cara o conceito do disco e compreender a variedade de ritmos nacionais que ele incorpora em sua música.

Cainã agora se juntou à banda Vizinhança do Espelho e está trabalhando no primeiro álbum como banda. A música “Adeus” foi o primeiro single dessa nova fase e, mesmo com pouco tempo de estrada, a banda conseguiu ganhar o concurso da Doritos para tocar no Rock In Rio. Puro talento!

Thais Brazil: Anavitória – “Anavitória” [2016]

Não é sempre que escuto um álbum inteiro ininterruptamente. É sempre uma música aqui, outra ali, nunca tudo de uma vez. Mas Anavitoria conseguiu esse feito. Conseguiu porque é difícil desgrudar da ritmada e doce calma que sai das vozes dessas meninas. Conseguiu porque, mesmo sem continuação, uma faixa parece puxar a outra, em uma sintonia repleta de encantos, em formas de canto.

Anavitória é a singularidade que faltava. Suas letras combinam, se encaixam e desencaixam, fazem sorrir. Tornam até o amargor da despedida mais doce e, sendo assim, como não poderiam deixar o que já é bonito ainda mais belo? O álbum é todo pop, com sentimentos puros, rurais, e tem uma força em suas mensagens que só duas mulheres juntas conseguiriam transmitir com tanta leveza.

Carolina Cordeiro: Bloco do Caos – “Coalizão dos Indesejados” [2017]

Com influências de O Rappa, a banda Bloco do Caos segue a linha de banda de rock e reggae, misturando os dois estilos com maestria e sofisticação. No álbum Coalizão dos Indesejados, divulgado esse ano, a banda foi ainda mais além e conseguiu mesclar diversos ritmos em suas músicas de forma a não perder a identidade e sem virar uma salada.

Tem músicas influências latinas, orientais, tem samba…. Tem muita coisa! Além dos ritmos, os integrantes trataram de escolher e trabalhar muito bem suas composições. Muitas letras são protesto e abordam a realidade triste e injusta em que vivemos.

O disco também conta com participações incríveis como o Vitor Isensee (ex-Forfun e atual integrante da banda BRAZA), Tato Cruz (Falamansa) e Guilherme Porto.

Jaqueline Oliveira: Fun – “Some Nights” [2012]

Some Nights, segundo álbum da antiga banda americana Fun, é, na minha opinião, um dos mais completos e diversificados álbuns existentes. Lançado em fevereiro de 2012, leva na bagagem 6 indicações ao Grammy e possuía como vocalista e pianista Nate Ruess (que atualmente segue em carreira solo), com sua excêntrica voz, uma das principais qualidades da banda, na fórmula de intensiva sonoridade e inconfundível arranjo vocal.

Hits como “Some Nights” e “We Are Young” consagraram o grupo que aparentemente nada conquistaria, mas que logo em seguida se tornaria uma das principais referências da música indie, sendo este álbum, considerado por alguns críticos, como o melhor do ano. O que não era a opinião da grande maioria.

Some Nights representa um universo que mistura um charme pela postura excêntrica da banda e um sentimento nostálgico de algo que não vivi, mas que está ali e que pode ser representado por questões cotidianas da minha vida. Com certeza é um CD que guardo na minha caixinha de coisas preciosas.