Convidamos a equipe do site Autonomia para falar sobre quatro discos, elas resolveram listar 4 Discos do McFly e assim mostrar que o som dos caras tem sim o seu valor.

Atendendo a milhares de pedidos, o 4 Discos continua firme e forte na atividade. Dessa vez nós resolvemos que a seleção de 4 álbuns ficasse a cargo das minas idealizadora do site Autonomia. Natália Mansur, Carolina Brandão, Mariana Ribeiro e Beatriz Brito toparam a participação sem nem pensar duas vezes, juntas elas falaram sobre quase toda a discografia do McFly.

Uma verdadeira boy band, a McFly saiu de Londres para conquistar grande popularidade em diversos países do mundo. Desde o inicio levam ao público todas as suas influencias roqueiras, trabalhando sonoridades como Pop Punk, Skate Punk, Pop e pop-rock. Em quatro discos, de sua discografia em estúdio com 5 registros, a galera do Autonomia mostra a banda também merece sua atenção.

Confira 4 Discos por Autonomia:

Natália Mansur: “Room on the 3rd Floor” – [2004]

Room On The 3rd Floor é o álbum de estreia do McFly e foi minha porta de entrada nesse universo que marcou a minha adolescência inteira. O disco saiu em 2004 e ocupou um espaço aberto no pop com um som despretensioso, enérgico e repleto de referências musicais, feito por quatro meninos entrando na vida adulta.

O debut vai muito além de uma das músicas mais conhecidas da banda, 5 Colours in Her Hair. Pra mim, o mais mágico dele são as inspirações que carrega: o ROT3F tem um pézinho muito claro em Beach Boys e Beatles, tanto que o meu primeiro contato com essas bandas clássicas foi via McFly – e posso afirmar com muita certeza de que pra outras pessoas da minha idade também.

Carolina Brandão: “Wonderland” – [2005]

Segundo disco do McFLY, o Wonderland, sempre foi um dos meus preferidos, especialmente por ter sido meu primeiro contato com a banda.

O Wonderland demonstrou a vontade da banda de não ser taxada como mais uma boyband-pop-descartável do grande boom dos anos 90 e começo dos 2000. A diferença de sonoridade do disco de estreia para o segundo é quase visível de tão clara – há um cuidado maior com os arranjos e um já perceptível amadurecimento nas composições tanto melódicas quanto nas letras.

As influências do quarteto também ficam mais interessantes a partir do segundo álbum lançado: de contemporâneos como o Green Day, gerações britânicas anteriores e clássicos como os Beach Boys e The Who.

No final das contas, o Wonderland tornou-se uma coletânea de hits do início da carreira da banda – que perduram até hoje: I’ve Got You – a faixa que fez parte da trilha de “Sorte no Amor” e fez o McFLY cair nas graças dos millennials pré-adolescentes, Too Close For Comfort, All About You e, pessoalmente minha música preferida lançada pela banda, She Falls Asleep.

Mariana Ribeiro: “Motion in the Ocean” – [2006]

O Motion in the Ocean me fez ouvir música clássica, coisa que eu nem cogitava antes. O início de Transylvania, sexta faixa do álbum, é a maravilhosa Toccata do Sebastian Bach. Eu, que antes ficava “meh” com música clássica, através da influência da banda britânica, comecei a ficar atenta.

Além disso, o terceiro álbum tem uma pegada mais indie, mas seguindo a essência da banda. As influências desse álbum vão além do que o esperado: Bon Jovi com a Home Is Where The Heart Is, que puxa perfeitamente a essência de Wanted Dead Or Alive do Slippery When Wet da banda de New Jersey e, Queen com quase o álbum inteiro, mas notavelmente ouvido em Little Joana.

O Motion foi o principal motivo pra eu me manter ainda mais interessada em McFly e me aprofundar cada vez mais na música. Também foi um bocado significativo pra mim no sentido pessoal, sendo o meu “acompanhante” durante meu primeiro coração partido, cujo o cara era parecidíssimo com o baixista da banda britânica, o Dougie Poynter (pelo menos ao meu ver). “Bubble Wrap”, “Lonely” e “Sorry’s Not Good Enough” foram ouvidas várias e várias vezes.

Beatriz Brito: “Radio:ACTIVE” – [2008]

2008 é considerado um dos melhores anos para o McFly. A banda atingiu a maturidade musical e se deu o privilégio de largar o selo e abrir o próprio, o Super Records. No início daquele ano, os quatro se enfiaram num estúdio na Austrália e gravaram, talvez, o melhor disco de suas carreiras.

Radio:ACTIVE é um conjunto de músicas que fogem do senso comum da banda, sempre associada a canções de amor juvenis, mas não deixa escapar suas influências ainda no punk do Blink 182 e Green Day. “Everybody Knows”, segunda faixa do álbum, traz um riff semelhante ao de “Hit Me With Your Best Shot”, da Pat Benatar.

É um disco que fala, principalmente, de amadurecimento (“Now hearts are getting broken, but I guess it’s what they call growing up…”) e expectativas (“The end is where you hope you never say ‘I could have done it better’…”), e mostrou o quanto a banda estava unida e trabalhando como se aquilo fosse a última coisa de sua, até então, curta carreira na música.