Trio paulista RAKTA mostra que o punk pode ser feminista, ousado, inovador e feito por mulheres.

Formado por Paula – teclado e vocal, Carla Boregas – baixo e vocal e Nathalia Viccari – bateria, o trio paulista RAKTA, faz jus ao significado da palavra que dá nome a banda – uma derivação da palavra rajas em sânscrito que é – “o componente energia, que produz movimento, força e expansão”.

Apesar da banda ser conhecida, como punk, o som que essas minas fazem vai bem além, talvez de início pareça um pouco confuso, mas logo os sons vão se formando com uma densidade quase que palpável, aos poucos você vai se envolvendo na música e sua atenção é toda direcionada a mensagem que está sendo transmitida.

Fora o fato de ser um trio punk riot grrrl, o manifesto feminista é logo percebido na sonoridade pesada e nas letras, que são intensas e quase dolorosas, como por exemplo A violência do Silêncio do álbum III. Com uma introdução fortíssima, onde uma espécie de sirene remete a ideia de gritos de uma mulher, que se misturam á sons que parecem de um hospital. Logo, uma cena de abuso sexual vai se formando em nosso imaginário, acompanhado do sentimento de revoltada e também de compaixão, por todas as mulheres que sofrem com essa situação.

Além de A violência do Silencio, a faixa Filhas do Fogo/Conjuração do Espelho também do álbum III, apesar de parecer extremamente abstrata, vejo nela uma baita mensagem de sororidade – “cada passo que nós damos, caminha entre nós, filhas do fogo”.

Conheça mais sobre RAKTA e ouça as músicas em:

Rakta.bandcamp

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