Hoje na coluna de Daniel Ferraz, editor do Crocante///: The Strokes ou Limp Bizkit e o porquê você não deve discutir sobre isso.

Por: danielmferraz

E aí, tudo bom leitor do Pacóvios? Acho que você não me conhece, eu sou Daniel Ferraz do Podcast Crocante/// e tô felizão de fazer esse texto aqui. Lá no Crocante/// comento fatos do mundo da música, entrevisto bandas e falo muitas groselhas interessantíssimas, então dá uma conferida nesse conteúdo que dá pra você escutar em qualquer lugar seja no banheiro, no seu quarto, no carro, num ovni ou sei lá, aonde você quiser!

Bom, agora que já fiz meu jabá, gostaria de compartilhar uma experiência com você. Tava lá eu bonitão, presenciando uma discussão entre duas pessoas (em que o gosto musical eu respeito) discutindo sobre: qual banda foi mais importante para os anos dois mil: The Strokes ou Limp Bizkit. Um deles argumenta que o Strokes foi mais importante pelo fato de ter sido a alavanca que impulsionou muitas bandas indies a terem sucesso como: Franz Ferdinand, White Stripes, Arcade Fire, etc.

Enquanto isso, a outra pessoa dizia que o Limp Bizkit teve um impacto maior pela a sonoridade ser uma evolução do que se via nos anos 90, colocando uns rap, guitarras pesadas e umas paradas eletrônicas, enquanto o Strokes era apenas uma reciclagem do que nós já ouvimos nos anos setenta com Television, The Clash, Ramones e etc.

Pra falar a verdade cara, nenhum dos dois está errado e nem certo. Existe uma parada muito louca em música; ela vem de um lugar muito íntimo, emotivo e passional, onde bandas fazem você recordar memórias e definir aquele período que você viveu de uma forma única.

Uma década é muito complexa pra você simplificar a cara dela, musicalmente, em um grupo ou outro, então na minha opinião, cada cena é importante e elas não conflitem uma com a outra e sim seguem em paralelo. Uma década é viva e sempre cheia de informações, enquanto um grupo tá ouvindo Strokes no mp3 com calça skinny rasgada, gravatinha fina e cabelo ensebado, o fã de Limp Bizkit tá fazendo exatamente a mesma coisa mas com um boné de baseball virado pra traz, alguns dreadlocks e calças camuflada bem larga.

Ouça a playlist do Crocante///:

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