Unindo samples, hip hop, funk, pagode e afrobeat Jeza da Pedra disponibiliza vídeo ao vivo de “Rolê de Ogun”.

Você já ouviu falar de “Pagofunk Iluminati”? Esse é o nome do primeiro EP de Jeza da Pedra, um nome que, pouco a pouco, vem conquistando seu espaço no cenário musical carioca, mas vamos combinar que esse nome serve também para descrever um pouco do que é a sonoridade produzida por Jeza.

O que para nossa sociedade primitiva poderia ser visto ainda como defeito, Jeza carrega como atributo e bate no peito para se descrever como: o primeiro artista assumidamente gay da cena hip hop do Rio. Além de rapper com a cabeça ligada no que acontece no pagode e funk, ele ainda é escritor e tradutor. No seu primeiro EP todas essas características se misturam e criam um som que é apenas seu.

Jeza da Pedra – Foto: Rodrigo Sombra.

As vésperas de uma apresentação no cultuado Circo Voador, com Rincon Sapiência e Baco Exú do Blues ele disponibiliza uma versão ao vivo de um de suas faixas, que, já dá pra considerar como clássico, “Rolê de Ogum”, a canção que se encarrega de encerrar o tiroteio de referencias, samples e criações incomuns que encontramos ao escutar seu EP de 20 minutos, ganhou uma versão ao vivo ainda mais dançante, desbocada e elegante, já que o figurino impecável permite uma apresentação cheia de significados.

“Trabalhei como host de um karaokê durante todo o segundo semestre de 2016: uma parada maneira que me proporcionava tempo para trabalhar com a minha prioridade que era música, além me colocar no centro da cena cultural da cidade onde eu conheci MCs, músicos, poetas, produtores e coletivos culturais. “Rolê de Ogum” foi a primeira música que eu compus lá e me veio a letra e a parte instrumental toda de uma vez só. Ela é a minha oração em forma de ‘foda-se’. Mas também é uma narrativa de resistência, de fé na ancestralidade negra”, comenta o artista.

Assista a versão ao vivo de “Rolê de Ogum”: