GeGeGe no Kitaro – Mangás da Semana #8

Olá a todos! Está começando mais uma edição do Mangás da Semana e hoje vamos falar sobre fantasmas, monstros e assombrações! Vamos falar de GeGeGe no Kitaro, ou como ficou conhecido no Ocidente “Kitaro of The Graveyard” (Kitaro do Cemitério).

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Kitaro foi um mangá criado e produzido pelo o filósofo, historiador e artista japonês, Shigeru Mizuki, lá na década de 60. E ficou bastante conhecido por ser um dos primeiros, se não o primeiro mangá a tratar sobre o tema “Yokais” (Uma classe de criaturas sobrenaturais do Folclore Japonês).

Como foi dito na introdução, o mangá de GeGeGe foi publicado durante a década de 60, mais precisamente durante 1960 e 1970, com novidades sobre a franquia chegando a cada ano, e totalizando nove volumes. Publicado pela imensa Kodansha (umas das maiores editoras japonesas) na revista Weekly Shonen Magazine. Seu gênero é Shonen, ficção e suspense.

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GeGeGe no Kitaro é focado na história do jovem Kitaro, o último sobrevivente da tribo fantasma juntamente a seu pai Medama-oyaji, e suas aventuras ao lado de outros monstros e criaturas do Folclore japonês.

Grande parte das histórias que se passam no mangá são sobre Kitaro e seus companheiros enfrentando diversos monstros vindos de outras culturas ao redor do mundo, como o Vampiro Chinês Yasha, o Drácula da Transilvânia – EUA, e outros monstros não pertencentes ao folclore japonês.  Além de também lutar contra diversos Yokais malignos que ameaçam acabar com o balanço de harmonia entre o mundo dos humanos e dos Yokais.

E em outra parte das histórias Shigeru faz referencias explicitas aos contos tradicionais japoneses sobre os Yokais. Em um desses contos é citado o famoso caso de Momotaro. De acordo com a lenda (datada do período de Edo), Momotaro veio para a terra dentro de um pêssego gigante e foi encontrado flutuando em um rio por uma mulher idosa que nunca tinha tido um filho. Ela e seu marido descobriram a criança quando eles tentaram abrir o pêssego para comer e ele aparece lá de dentro. Então Momotaro explica ao casal que tinha sido enviado para ser o filho deles e então eles o chamam de Momo (Pêssego) e Taro (referente ao menino ou o filho mais velho da família de acordo coma cultura japonesa). Momotaro ficou conhecido como o jovem herói que defendeu o território Japonês dos demônios, com a ajuda de animais nativos.

Vamos falar um pouco do personagem principal:

Kitaro é um amigável garoto que só quer o bem aos seus amigos, e que a paz sempre esteja presente entre os humanos e os Yokais. Porém na primeira versão lançada do mangá chamado de “Hakaba Kitaro” Shigeru retrata Kitaro como um personagem obscuro e travesso, e sua aparente empatia com os humanos se combina com sua ganancia e o desejo de riqueza material, e isso o faz agir de uma forma imprópria com os seres humanos. Muitas vezes utilizando o controle da mente para levá-los para seus piores pesadelos e até mesmo para o próprio inferno.

GeGeGe no Kintaro começou a ter vida nos teatros Kamishibais – uma forma de contar história que se originou nos templos budistas lá no século 12. Onde os monges usando emakimono (rolo de pintura) para transmitir histórias com lições de moral para plateias predominantemente analfabetas.

A arte exerceu influências em mangás e animes, e artistas como Shigeru Mizuki (autor de GeGeGe), Goseki Kojima e Sanpei Shirato. Que começaram fazendo kamishibais e migraram para os mangás.

Como eu falei anteriormente, o primeiro mangá da série chamado de “Hakaba Kitaro” foi publicado em 1960. Porém ele foi considerado muito assustador para as crianças e os adolescentes. Em 1965 renomeado para “Habaka no Kitaro”, apareceu pela primeira vez na Shonen Magazine e ficou desde então.

Mas foi só em 1967 que recebeu o nome que ficou conhecido de GeGeGe no Kitaro. E desde então passou por diversas outras revistas como a Shonen Sunday, Shonen Action, Shukan Jitsuwa além de outras. Até ser finalizado no ano de 1970.

Como todos nós sabemos, quando um bom mangá faz sucesso ele quase que obrigatoriamente é adaptado para uma versão animada para a televisão. Com Kitaro não foi diferente, foram criados um total de seis versões do animes, dois Live Action e um filme animado.

Vou listar eles para vocês terem uma noção, e caso queiram procurar para assistir e saber um pouco mais:

Anime um: 1968 até 1969 – 65 episódios – Fuji TV – estúdio: Toei Doga

Anime dois: 1971 até 1972 – 45 episódios – Fuji TV – estúdio: Toei Doga

Anime três: 1985 até 1988 – 115 episódios – Fuji TV – estúdio: Toei Animation

Anime quatro: 1996 até 1998 – 114 episódios – Fuji TV – estúdio: Toei Animation

Anime cinco: 2007 até 2009 – 100 episódios – Fuji TV – estúdio: Toei Animation

Anime seis: Foi o OVA “Kitaro of the Graveyard” – exibido no ano de 2008 com apenas 11 episódios e foi ao ar pela Fuji TV e produzida pela Toei.

Filme Live Action um: Do ano de 2007 pelo estúdio: Shochiko e com aproximadamente 115 minutos.

Filme Live Action dois:Kitaro and the Millenium Curse” do ano de 2008 também criado pelo estúdio Shochiko e com a mesma duração de 115 minutos.

E por ultimo o filme da animado: GeGeGe no Kitaro: Explosive Japan! Também do ano de 2008 produzido pela Toei Animation com aproximadamente 85 minutos.

GeGeGe no Kitaro nos trás uma ótima história e com ótimos personagens. É pioneiro no gênero animes de terror e suspense e iniciador da temática dos Yokais. Shigeru fez um ótimo trabalho e sempre será lembrado por ele. Tanto o mangá quanto o anime possuem um traço diferenciado e muito bem produzido se comparado a sua época de lançamento. Para quem quiser conferir e se divertir, fica a minha dica! Muito obrigado por acompanharem mais essa edição e voltamos na semana que vem! Fui!

 

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GoodBye!

Gabriel Souza

Gabriel Souza, 21, está cursando Rádio e TV pela FIAM FAAM, é apaixonado por fotografia, música, e também pela 7ª Arte. Fora o seu grande interesse na cultura japonesa, principalmente mangás e animes.