Cheio de representatividade, Luedji Luna lança seu primeiro disco, o tão aguardado “Um Corpo no Mundo”

Luedji Luna foi uma das artistas mais incríveis que tive o prazer de conhecer esse ano, contei para vocês um pouquinho da trajetória dela, e sobre sua campanha no catarse – confira aqui – e no finalzinho de Outubro o tão aguardado disco saiu.

Com 11 canções, algumas inéditas e outras já conhecidas pelo público, Luedji Luna lança o primeiro disco de sua carreira “Um Corpo no Mundo”Contemplado pelo Prêmio Afro 2017, produzido e mixado por Sebastian Notini e gravado no Estúdio da YB (SP).

Inspirada nas questões de diáspora negra, “Um Corpo no Mundo” carrega uma mensagem de questionamento e pertencimento sobre a identidade, com ritmos da música africana, do samba, do reggae e também da MPB.

“É um olhar sobre si mesma a partir do contato, ainda que disperso, com os imigrantes africanos em São Paulo. “Acredito que seja ​a​ ​dissolução​ ​de​ ​diversas sonoridades,​ pois são canções ​que​ ​mostram​ ​uma​ ​África​ ​estendida​ ​e ressignificada. Remete a travessia e o deslocamento. Elementos que resultaram em um disco fluído, com canções que transitam em diferentes referências onde nada é estanque. O que se pretende, na verdade, é levar uma sensação de não-lugar!”, completa Luedji Luna.”

“Um Corpo no Mundo” mostra o lado mais íntimo da cantora, por serem canções autorais que falam de suas experiências, como a faixa “Banho de Folhas” – uma das mais queridas pelo público – feita em parceria com a cantora e compositora Emillie Lapa que conta uma história real sobre a busca delas por um terreiro e por respostas.

A faixa single de tão amada, já ganhou um clipe, assista abaixo:

Algumas faixas abordam assuntos dolorosos, porém muito atuais, como “Cabô” também inspirada em uma história real, que fala sobre a violência contra os negros. Na canção especificamente sobre a morte de um jovem negro.

“Iodo” composta por Tatiana Nascimento – que remete a uma oração à Yansã ao passear pelas memórias de dores pelo sequestro durante o período da escravidão.

Um disco rico com letras lindas, muito bem construídas, mas acima de tudo com um peso sobre a representatividade da mulher negra.

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