No último sábado a Graforréia Xilarmônica subiu ao palco do Sesc Pompéia para tocar no festival Magnéticos 90. Um show pra lá de inesquecível.

Formada em 1987, na cidade de Porto Alegre, a Graforréia Xilarmônica consagrou-se como uma das maiores bandas do rock gaúcho. Seu primeiro disco de estúdio, “Coisa de Louco II”, saiu em 1995 pelo selo Banguela Records, eles lançaram diversas fitas demo também, como por exemplo “Com Amor, Muito Carinho” (Vórtex) de 1988 e “The Best of Graforréia Xilarmônica” (Toca do Disco) de 1994.

No último sábado (20), Frank Jorge (Voz e Baixo), Carlo Pianta (Voz e Guitarra) e Alexandre Birck (Bateria) se reuniram no Sesc Pompéia para entoar canções que, para muitos, já permeia o imaginário coletivo. Integrando o Festival Magnéticos 90, a Graforréia Xilarmônica se apresentou para um público caloroso, que, dentre centenas de atividades grátis na cidade de São Paulo (devido a Virada Cultura 2017) optou por ir a Comedoria do Sesc para conhecer, perder a voz e dançar a bordo do aero willys desses gaúchos.

Bem humorados e divertidos, o trio apresentou cerca de 24 músicas, dentre tantas é importante citar clássicos como “Amigo Punk” (regravada por Wander Wildner), “Nunca Diga” e “Colégio Interno”. A plateia acompanhou entoando as letras e logicamente dançando, outro ponto importante frisar foi a presença de uma criançada muito animada, jogando o animo dos músico lá no alto, felizmente elas se retiraram antes de serem traumatizadas com a letra de “Colégio Interno”.

O show terminou deixando aquela gostinho de quero mais, a plateia chamou e os caras voltaram para tocar seus clássicos de fita demo. Quem ficou até o fim não se arrependeu e pode conferir um show inesquecível. Sendo declarado da Graforréia, e também da carreira solo de Frank Jorge, nunca imaginei que poderia assisti-los ao vivo, fica aqui um agradecimento ao Sesc Pompéia por abrir espaço e também aos organizadores do Festival Magnéticos 90, primeiro pelo show se segundo pelas histórias que poderei contar.

Ouça: Graforréia Xilarmônica – “Coisa de Louco II”

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