Apresentação da banda Samuca e a Selva lembra que viver é bom, limpa a consciência e traz alivio pra alma.

Samuca e a Selva é um supergrupo formado, há cerca de três anos, por Samuel Samuca (Vocal/Flauta Transversal) e integrado por um quarteto de metais (Bio e Kiko Bonato nos saxofones, Felippe Pipeta no trompete e Victor Fão no trombone), percussionista (Fábio Prior), baterista (Guilherme Nakata), tecladista (Marcos Mauricio), Thiago Buda no baixo e o guitarrista Allan Spirandelli, em 2016 eles lançaram seu primeiro disco, o caliente “Madurar”, o álbum foi destaque no Sexta Efervescente.

Ainda no período de lançamento conversamos com Samuel, ao ser questionado sobre como funcionam as apresentações ao vivo ele sabiamente respondeu que “Nós somos essencialmente uma banda de show. Uma atração ao vivo, que se alimenta do calor do povo. É o que a gente gosta de fazer. Gostamos de ver o povo suado, dançando, retribuindo a energia. É um show bem vigoroso, passional.”, com essas palavras na cabeça fui conferir uma apresentação deles na última quinta-feira (14), no palco sagrado do Sesc Pompéia.

Samuca e a Selva no Sesc Pompéia. Foto: Cainan Willy.

Só de chegar ao espaço, onde ocorreria a apresentação (comedoria do Sesc), já pude sentir a energia e soube que seria uma noite especial. Pessoas, dais mais diversas, saíram de casa com suas camisetas floridas e desabotoadas até o peito, lenços e todo mundo parecia estar muito a vontade com seus cabelos esvoaçantes, me senti compreendido. A apresentação começa, após uma introdução instrumental Samuca adentra ao palco tacando fogo no astral e não há quem resista, a plateia inteira se joga no remelexo.

Durante o show o repertório do disco “Madurar” é apresentado na íntegra, cada música que se inicia parece ser um hit que a plateia já conhecia há décadas, em “Flores Raras” o público não ensaiado faz coreografias sincronizadas. A mistura de sonoridades da banda Samuca e a Selva causa fácil identificação e conquista instantaneamente quem quer se seja. Se no disco tudo é contagiante, ao vivo é impossível descrever tudo que acontece.

Ouça: Samuca e a Selva – “Madurar”