Músico de Maceió, Rodrigo Marinho, é destaque no Sexta Efervescente de hoje com seu primeiro disco.

O quadro mais gostoso de escrever, e possivelmente de ler, está mais uma vez no ar. Na semana passa falamos sobre o Frederico, ele lançou um EP visual com um conceito pra lá de foda, “Resistente” é um trampo que representa força e a quebra dos medos. Hoje o artista que vamos apresentar no Sexta Efervescente é o Marinho.

“Sombras” é o nome do primeiro disco desse artista alagoano, é também o nome da faixa que abre esse trabalho. O disco tem os pés fincados no indie, mas passeia livremente entre o experimental, new wave e tem até mesmo momentos psicodélicos. Marinho trás em seu currículo na música uma participação no Festival DoSol (edição Maceió) e apresentações com Wado e Maglore, além de um primeiro EP.

Foto: Lucas Nóbrega.

“O “Sombras” surgiu de uma necessidade de me colocar de fato como artista. O trabalho anterior não refletiu o que eu queria e eu precisava mudar, pra poder mostrar alguma coisa, de fato, minha. Ainda no processo de finalização do EP, eu comecei a compor novas músicas, que foram entrando naturalmente num novo repertório e fazendo a ponte para a conclusão do novo trabalho.  Algumas delas entraram no disco”, conta Rodrigo.

Como uma sombra, o destino é uma coisa que persegue a nossa existência e Marinho deixa isso transcender em suas oito músicas, que facilmente tocam o ouvinte. Descrente do momento em que vive, mas, de uma certa maneira otimista com o futuro. Isso fica exposto no trabalho só com uma análise simples envolvendo o nome de cada uma das faixas, o álbum começa falando das sombras e termina dizendo que vai amanhecer.

Marinho abre sua cabeça e divide conosco seus momentos de reflexões mais internalizadas conosco, desabafa e sopra um pouco de esperança.

Ouça: Marinho – “Sombras”