Sexta Efervescente: O som em potencial da banda Quasar

Hoje a banda paulista Quasar e seu som lo-fi são os destaques no Sexta Efervescente de hoje. Confira.

Oi, sumidos. Você também é do tipo que mal vê a semana passar na correria da rotina, mas fica todo feliz ao estranhar o fato de já ser sexta-feira? Se sim aposto que vai curtir o Sexta Efervescente de hoje, resolvi falar de uma banda que conheci tocando ao vivo no Augusta 339, é a banda Quasar, eles lançaram em 2016 o primeiro registro pelo selo Banana Records.

Com a formação de trio, a banda Quasar se apresentou na mesma data que Fagaraz e Vladvostock (outra banda do selo Banana Records), o som dos meninos me chamou logo a atenção por ser um psicodélico lo-fi bem tranquilo, sem aquela emergência e fúria ao tocar que outras bandas do estilo gostam de se vangloriar, pelo contrário, os meninos navegam pelo mar da psicodelia.

“Enquanto o Futuro Não Vem” é um registro com cara de caseiro, a banda mostra em sete faixas influencia trabalhadas de maneira original e letras introspectivas. Outra coisa que me chamou atenção, dessa vez foi quando cheguei em casa e fui ouvir o trabalho dos meninos pelo Spotify, é a qualidade na imagem utilizada na capa do trampo, coisa fina pra deixar a gente de boca aberta dando uma analisada por alguns minutos enquanto o som tá rolando.

É fato que “Enquanto o Futuro Não Vem” mostra uma banda de potencial, mas de qualquer maneira acredito que este não seja o registro mais fiel ao som que a banda pode tocar. Espero real/oficial por um trabalho ainda mais maduro e torço pela evolução dos músicos como banda, tanto em um próximo registro quanto nas apresentações ao vivo, nada tão bom que não possa ser aprimorado, não é mesmo?

PS: Escrevi esse textinho no começo da semana, famosa segunda-feira, e durante a semana a Quasar anunciou uma faixa nova, provando tudo isso que escrevi ai encima. Quer ouvir? Clica aqui.

Faixas pra te gamar: “Jaula” e “Paranoia, Rotina, Hipnose”.

Ouça “Enquanto o Futuro Não Vem” – Quasar

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Cainan Willy

Cainan Willy, 22, é um carinha raro e quase caro, formado em Publicidade & Propaganda pela Universidade FIAM FAAM apaixonou-se pela música através de ídolos nacionais como Lobão e Júpiter Maçã. Atualmente é um dos fundadores do selo Cavaca Records e no seu tempo livre aparece aqui para escrever resenhas, relatos e eventualmente faz algumas entrevistas.