Prepare o chá, chegou a sexta-feira e com ela o quadro mais topzera do Pacóvios, o Sexta Efervescente de hoje te apresenta Molodoys.

Essa semana começou bem psicodélica, muito pelo inicio da primavera, estação que colore as nossas vidas com flores (mais ácidas) e enche o nosso ar de pólen, quanto pela última edição do festival A Porta Maldita, evento que acontece a cada quinze dias em uma praça pública. O evento reuniu três bandas expoentes do rock brisa, são elas Applegate, Monstro Extraordinário, goldenloki (responsável pela criação do termo) e Molodoys, é sobre eles o Sexta Efervescente de hoje.

“Tropicaos” saiu em 2016, esta foi a estreia da banda Molodoys. Ainda na época já causaram uma boa impressão e a chegada do disco foi bem recebida, fazendo o público da banda aumentar cada vez mais. Leonardo Fazio (Vocais / Guitarra), a Camilla Merlot (Vocais / Baixo), o Vítor Marsula (Teclados) e o Jairo Camargo (Vocais / Bateria) misturam a tropicália e psicodelia, assim é fácil de compreender o nome do disco e também um pouco do que se escuta no disco.

Foto: Bia Stein.

Para os acostumados com cantores blockbuster, desses que dedicam a vida inteira cuidando da voz e se esforçando para chegar a um nível que limita e torna seu xamã apenas um acompanhamento do instrumental, vai sentir estranhar a voz rouca de Leo Fazio. No disco, suponho que a gravação tenha sido submetida a um certo tratamento, pois nas apresentações ao vivo a rouquidão do vocalista fica ainda maior, e isso é um puro charme.

A Molodoys lançou, recentemente, videoclipes marotos para as faixas “Boitátá”, esta uma verdadeira homenagem brisada ao nosso folclore psicodélico, e “Hora do Chá”, a canção que abre o disco, de uma maneira meio Arnaldo Baptista. Vale a pena conferir também esse material visual deles, os links para ouvir, tanto o disco “Tropicaos”, quanto as faixas videoclipes que citei agora, estão aqui em baixo. Boa brisa.

Ouça: Molodoys